Recursos Educacionais Abertos (REA) e as Tecnologias Livres

Foi no ano de 2002, em um evento promovido pela UNESCO no MIT (Massachusetts Institute of Technology), que o termo Open Educational Resources (OER) foi definido como sendo aquele recurso de aprendizagem, ensino e pesquisa que esteja em domínio público (digital ou não) para o uso e adaptação por terceiros. Entretanto, apenas em 2006 este termo foi traduzido para o português como Recursos Educacionais Abertos (REA). O termo REA traz consigo um princípio fundamentado pela filosofia do Conhecimento Livre que visa qualificar o modelo educacional atual, possibilitando uma formação mais autônoma e de qualidade para alunos, professores e sociedade em geral. Tal princípio é abraçado pelos intitulados Cinco R’s de abertura de Wiley para os REA: Reter, Reutilizar, Rever, Remixar e Redistribuir. É importante destacarmos que quando se fala e/ou utiliza-se um REA, estamos extrapolando a fronteira do simples uso e ingressando em importantes esferas para a construção do conhecimento como por exemplo a Autonomia, Cidadania, Economia, Ciências Humanas, Ciências Exatas e da Natureza, Cognição e Técnica.

Logo dos Recursos Educacionais Abertos cunhado e promovido pela UNESCO.

Ao longo destes quase 20 anos – desde o cunho do termo – foram criados inúmeros REA mundo afora, beneficiando milhares de pessoas, através de MOOC’s (Massive Open Online Courses). Plataformas como Khan Academy e PhET da Universidade do Colorado (EUA) e a Wikiversidade são exemplos bem-sucedidos de demonstração, tanto das possibilidades quanto das potencialidades de um REA.

Nos últimos anos o termo REA tem sido utilizado em um contexto mais amplo, incluindo também instrumentos científicos e de engenharia. Assim, estudantes das áreas de engenharia e tecnologia tem acesso a instrumentos que podem ser usados, estudados, modificados e distribuídos. Isto tem sido marcado em eventos tais como o 1º Encontro de Hardware Aberto e Livre (e-HAL), que ocorreu em 2016 na cidade de São Paulo, e nos Encontros Latino-Americanos de Tecnologias Livres – TECNOx, que ocorrem desde 2016 em diferentes países.

A 1ª Residência da Rede Latino-americana de Tecnologias Livres chega para fortalecer ainda mais a inserção dos instrumentos científicos abertos nos contextos educacionais nas áreas de física, biotecnologia e engenharias. A rede precisa do seu apoio que este encontro seja um sucesso. Conheça mais sobre esta iniciativa e contribua com a nossa campanha de financiamento coletivo na Benfeitoria.

 

–> Crowdfunding da 1ª Residência de Tecnologias Livres <–

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